08 Mitos que deram origem a super-heróis da Marvel e da DC

Wow, Superman e Hulk tem muito em comum com a Mitologia Grega

Quem nunca sonhou em ter superpoderes? É uma fantasia tão antiga quanto a própria humanidade.

Super-heróis já existiam muito antes de histórias em quadrinhos os popularizarem e do cinema transformar figuras como Homem-Aranha, Super-Homem e Mulher-Maravilha em máquinas de fazer dinheiro.

Milhares de anos atrás, gregos, romanos, nórdicos, indígenas americanos e centenas de outras culturas já criavam seus heróis com poderes sobre-humanos.

Na verdade, muitos de nossos super-heróis contemporâneos, suas características e habilidades foram inspirados nesses personagens clássicos e, em alguns casos, foram copiados diretamente, como o Thor, da Marvel.

Descubras os superpoderes míticos que deram o caminho das pedras à Marvel e à DC:

1. Força sobre-humana (como o Hulk)

O herói Hércules é a estrela de histórias em quadrinhos da Marvel e de um personagem com o mesmo nome em um desenho animado da Disney, mas a lenda do Hércules na verdade tem milhares de anos.

Rebatizado pelos romanos, originalmente ele era um semi-deus da antiga Grécia chamado Héracles.

Filho de Zeus com a bela mortal Alcmene, ele nasceu com força e energia sobre-humanas.

Entre outros feitos notáveis, Héracles/Hércules completou 12 missões impossíveis, matou diversos monstros, segurou o firmamento por um tempo (para dar um descanso a Atlas), ganhou todas as categorias nos primeiros Jogos Olímpicos e até lutou e derrotou a própria Morte.

2. Uma fraqueza fatal (como a kryptonita para o Super-Homem)

Hércules, da mitologia grega, tinha força sobrehumana muito antes do Hulk
Hércules, da mitologia grega, tinha força sobrehumana muito antes do Hulk

Filho do rei grego Peleus e da ninfa do mar Thetis, Aquiles era a estrela de sua geração… Mas todo super-herói tem que ter uma fraqueza, senão qual a graça?

O Super-Homem tem a kryptonita, o Wolverine tem a espada Murasama e a Mulher/Maravilha original perdia todos os poderes se… tivesse os braceletes amarrados juntos por um homem (lembrando que sua primeira aparição foi em 1941).

Aquiles foi o herói da Guerra de Tróia e o maior dos guerreiros da mitologia grega, mas ele também tinha uma fraqueza simples. Sim, era o seu calcanhar.

Quando bebê, uma profecia preveu que ele morreria jovem.

Com medo da profecia, sua mãe foi até o submundo para mergulhar o filho no rio Estige, que dava poderes de invulnerabilidade. Mas como ela o segurou pelo calcanhar, essa parte de seu corpo ficou seca.

Em algumas das versões da lenda de Aquiles, ele é morto por uma flecha que atinge seu calcanhar – embora isso não aconteça na Ilíada, a principal fonte de sua história.

Foi essa lenda que deu origem à expressão “calcanhar de Aquiles”, que significa um ponto de fraqueza em alguém que em geral é forte.

3. Inteligência e esperteza (como o Batman)

Odisseu é o lendário rei de Ítica, mais conhecido como o herói da Odisséia – que conta a história da viagem de dez anos do herói de volta para casa depois da Guerra de Tróia.

Odisseu enfrenta muitos desafios e problemas no caminho, mas assim como Batman, ele vence os adversários usando sua esperteza e inteligência.

Quando ele é capturado pelo ciclope Polifemo, um gigante de um olho só que engole vários de seus homens, Odisseu diz a Polifemo que seu nome é “ninguém”, depois convence o gigante a beber até cair e o cega usando um espeto de madeira. Polifemo grita de dor, mas quando os outros cíclopes perguntam o que aconteceu, ele responde “ninguém me cegou!”

Seu amigos pensam que ele está louco, e Odisseu e sua tripulação conseguem escapar.

4. Mágica (como a Feiticeira Escarlate)

circe

Muitos dos super-heróis modernos tem superpoderes derivados da magia.

No universo cinematográfico da Marvel, a Feiticeira Escarlate controla a magia do caos e manipula probabilidades, e o doutor Estranho aprende as artes místicas quando suas mãos são feridas gravemente em um acidente.

Nos quadrinhos, a heroína Mística, dos X-Men, pode ler as emoções de seus inimigos e manipular sombras para atacá-los (além de poder se transformar em qualquer pessoa).

Mas muito antes desses personagens, havia Circe, a deusa da feitiçaria mais poderosa da mitologia grega.

Circe tinha habilidade de transfiguração e ilusionismo, e foi exilada para um ilha mítica com muitas ninfas de companhia.

Através de seu profundo conhecimento de poções e ervas e com o uso de seu cajado mágico, ela transformava seus inimigos – ou qualquer pessoa de quem não gostasse – em monstros e animais.

Foi assim que transformou a bela ninfa Cila em uma criatura de seis cabeças e doze tentáculos que devorava marinheiros.

E quando Odisseu visitou sua ilha, Circe não pensou duas vezes antes de transformar sua tripulação em porcos.

5. Mulheres guerreiras (como a Mulher-Maravilha)

Amazonas e gregos em uma luta épica
Amazonas e gregos em uma luta épica

Na mitologia grega, as Amazonas são uma tribo de mulheres guerreiras fortes, habilidosas e corajosas – que lutavam de igual para igual com guerreiros homens.

As Amazonas são a inspiração para a princesa Diana de Themyscira, a Mulher-Maravilha, da DC.

Nas primeiras histórias de origem da heroína , ela foi esculpida por sua mãe, a Rainha Hipólita, e abençoada com habilidades e poderes dos deuses gregos.

Mas nas versões mais recentes a DC mudou sua história para que ela fosse filha de Deus.

Então, agora ela não só descende de uma linha de Amazonas poderosas como é uma semi-deusa.

6. Identidade secreta (como o Super-Homem)

A imagem de Eros mudou muito ao longo dos séculos

O deus romano Cupido – conhecido como Eros para os gregos antigos – é uma das divindades mais reconhecíveis da antiguidade clássica.

Assim como muitos heróis famosos, Cupido mantinha suas habilidades supernaturais (e suas asas) em segredo de sua própria mulher, Psiquê. Ele saía cedo de casa e quando voltava, à noite, insistia que as luzes estivessem apagadas quando ele entrava no quarto dela – simples.

Sua imagem na Grécia do período clássico não era a de um anjinho gordinho com cara de menino, mas de um jovem esbelto e sensual. Sua representação começou a mudar no período helenístico, que começou depois de 323 d.C.

7. Invisibilidade (como a Mulher Invisível, do Quarteto Fantástico)

Perseu usou seu escudo e o elmo de Hades
Perseu usou seu escudo e o elmo de Hades

A invisibilidade é outra habilidade de heróis, como a Mulher Invisível, do Quarteto Fantástico.

Assim como ela, o semi-deus Perseu usou a invisibilidade para enganar a Medusa, uma górgona (monstro grego de aspecto feminino).

Ele foi enviado para trazer sua cabeça, mas era uma tarefa quase impossível, já que o olhar da besta transformava as pessoas em pedra.

Ele então se armou com o elmo de Hades, que conferia invisibilidade a quem o usasse, e se aproximou do covil da Medusa enquanto ela dormia.

Olhando-a através do reflexo de seu escudo, ele conseguiu se aproximar dela e cortar-lhe a cabeça.

E com o elmo que o tornava invisível, escapou das duas outras górgonas que o perseguiram (e que ele não podia matar, porque eram imortais).

8. O martelo poderoso… E tudo mais (como Thor)

Fique longe desse martelo
Fique longe desse martelo

Controlar o tempo e as condições meteorológicas e usá-las para vencer na batalha também é um clássico em histórias de heróis.

Na mitologia nórdica, Thor é o Deus do Trovão – associação com trovões, raios, tempestades, carvalhos e força.

Ele era dono do martelo mágico Mjölnir, que lhe dava o poder de voar e manipular o tempo para cumprir seu principal propósito: a proteção da humanidade.

Seu homônimo da Marvel, Thor Odinson, é baseado justamente nessa divindade mitológica nórdica – e as semelhanças entre eles não são mera coincidência.

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Fonte

Alex Ross: O Hiper-Realismo nas Histórias em Quadrinhos

Wow, confira um dos maiores desenhistas da DC e Marvel

Um dos principais atrativos das histórias em quadrinhos são suas ilustrações. Cada artista traz sua visão e estilo, o que torna o material ainda mais valioso.

Com sua arte, o norte-americano Alex Ross revolucionou o mundo da nona arte com seu magnífico trabalho na Marvel e Dc comics (confesso que sou fã de carteirinha). Ele transpôs os personagens de formas mais realistas como se fossem fotografias sempre mantendo o visual e as estéticas clássicas e místicas dos personagens.

O artista plástico Alex Ross mudou todo o conceito das histórias em quadrinhos com seus desenhos hiper realistas os transformando em verdadeiras obras de arte.

O seu trabalho obteve reconhecimento e foi imortalizado através da parceria que fez com o genial escritor de estórias em quadrinhos Paul Dini, em edições comemorativas em formato de livros ilustrados dos 60 anos dos personagens Superman, Batman, Mulher Maravilha e Shazam.

As estórias de Paul Dini que faz severas críticas sociais e políticas baseadas nas utopias que estes super heróis tentam nos transmitir, os aproximam de nossas realidades fazendo com que a arte de Alex Ross se misture também com nossas percepções e com o nosso mundo.

Superman no Rio de Janeiro: Hq Paz na Terra
Superman no Rio de Janeiro: Hq Paz na Terra

Em seguida, eu voo para o sul, para países onde quase não existe meio-termo entre a riqueza e a pobreza. A grande cidade abaixo é um bom exemplo deste abismo.

Superman: Paz na Terra

Tento imaginar o que teria sido minha vida como uma criança pobre de rua, sem família, sem ninguém para cuidar de mim. Privado de recursos, será que ainda teria tentado lutar de todas as formas contra o crime, ou teria voltado meu ódio para a sociedade como fazem tantos outros?

Batman: Guerra ao Crime.

O Reino do Amanhã

Uma de suas obras-primas como desenhista na DC Comics foi a minisérie em quatro partes O Reino do Amanhã juntamente com Mark Waid que roteirizou a estória. A obra conta a estória de um mundo distópico onde a população não confia mais nos super heróis e os heróis que conhecemos estão idosos ou mortos. Uma obra-prima de grande impacto e importância na cultura pop.

Marvels

A sua grande obra-prima na Marvel Comics foi a também minissérie em quatro partes Marvels roteirizada por Kurt Busiek. A obra épica conta a estória pelo o ponto de vista dos seres humanos comuns, de como os super heróis da Marvel se adaptam ao mundo recém apresentado à eles.

Uncle Sam

A obra mais polêmica em que trabalhou foi a ácida Uncle Sam, uma minisérie em duas partes lançada pelo o selo Vertigo, escrita pelo mestre da subversão nos quadrinhos Steve Darnall. A obra conta a estória do mendigo Sam que é perturbado por alucinações das injustiças praticadas pelos EUA contra outras nações e etnias durante a sua história, como por exemplo a escravização, as guerras indígenas e etc. Uma obra-prima sem igual na cultura pop.

Outros trabalhos de Alex Ross:

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Luminárias Temáticas em 12x s/juros
Luminárias Temáticas em 12x s/juros

Vingadores | Nova e Dinastia M quase apareceram em Guerra Infinita

Wow, Dinastia M ainda pode acontecer nos cinemas

Em entrevista ao THR, Stephen McFeely e Christopher Markus, roteiristas de Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato, revelaram que chegaram a considerar incluir o Nova e o arco Dinastia M nos filmes.

Quando Aaron Crouch perguntou se nas 60 páginas de rascunho antes do roteiro definitivo eles já tinham incluídos detalhes como o Capitão América (Chris Evans) pegando o martelo de Thor (Chris Hemsworth), se o texto continha coisas grandes como essas ou menores, McFeely disse:

“Grandes e pequenas. Dinastia M.”

Christopher Markus então falou mais a respeito:

Dinastia M. Eu lembro de termos passado por vários cenários com o Nova. Thanos poderia ter matado toda a Tropa Nova, exceto esse cara, Richard Rider, que, então, se tornava.. acho que nesse cenário ele se tornava um arauto, meio que como o Hulk fez em Guerra Infinita. Alguém que apareceria para contar as pessoas [sobre a chegada de Thanos]. Nós tínhamos tudo. Literalmente cada variação que nós pensávamos surgia quando sentávamos e líamos os quadrinhos.

Acho que a Dinastia M também seria incrível. Mas pode demorar um pouco. E será complicado.

Aicionou McFeely
A famosa frase da Wanda. A partir daí ela mudou toda a realidade.
Na saga, a Casa de M governa. Magneto, Mércurio, Polaris e Feiticeira Escarlate.

Nas Hqs, Dinastia M é uma das mais populares minisséries da Marvel, e envolve tanto os X-men quanto os Vingadores. Escrita por Brian Michael Bendis, com arte de Olivier Coipel, foi lançada em 1995 e mostra as consequências do mais grave colapso de Wanda Maximoff, a Feiticeira Escarlate.

Após destruir os Vingadores na saga “A Queda” (matando Visão, Gavião Arqueiro e Scott Lang, o Homem-Formiga) e ser contida pela ação do Dr. Estranho, sendo confiada aos cuidados do Professor Xavier, Wanda despertou de sua catatonia e alterou a realidade, criando um mundo no qual os mutantes são dominantes e acima de todos reina a Casa de M, composta por Magneto e seus filhos, Mercúrio, Polaris e a própria Wanda.

Roteiristas confirmam que X-Men e Quarteto Fantástico serão introduzidos em breve

A compra da Fox pela Disney indica que em breve veremos o Quarteto Fantástico e os X-Men no Universo Cinematográfico Marvel. Em outra entrevista, dessa vez ao Los Angeles Times, Christopher Markus, falou sobre esse vindouro futuro.

“Vai ser fascinante ver o que o Kevin Feige faz com propriedades que ele está conseguindo com a compra da Fox, com os X-Men e o Quarteto Fantástico. Ver a versão do MCU dessas coisas, será algo que você nunca viu antes. Vai ser muito empolgante”

Disse o roteirista de Vingadores: Ultimato.

Em entrevista ao Fandango, o coroteirista de Vingadores: Ultimato, Christopher Markus falou sobre qual mutante ele gostaria de ver bem adaptado nas grandes telas.

“Eu sempre quis ver o Ciclope retratado com respeito. Sinto que ele ainda não foi bem aproveitado”, disse Markus.

P.S. Concordo plenamente com ele…

O elenco confirmado de Vingadores: Ultimato inclui Robert Downey Jr, Chris Evans, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Mark Ruffalo, Paul Rudd, Don Cheadle, Bradley Cooper, Brie Larson, Karen Gillan, Josh Brolin, Gwyneth Paltrow, Jon Favreau e Tessa Thompson.

Anthony e Joe Russo retornam para a direção.

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Pacote de posts para Redes Sociais

Roteiristas afirmam que Quarteto Fantástico e X-Men farão as próximas fases da Marvel serem algo nunca visto

Wow, depois de Vingadores Ultimato é fácil acreditar!

Após a aquisição da Fox pela Disney, esses são os mais aguardados filmes a serem anunciados.

Stephen McFeely e Christopher Markus, roteiristas de Vingadores Ultimato, darão uma pausa no trabalho para a Marvel Studios, mas falaram sobre as novas aquisições da empresa:

Será fascinante ver o que Kevin Feige fará com essas propriedades que adquiriu da Fox, Quarteto Fantástico e X-Men. Eu duvido que seja algo que lembre o que você já viu na Marvel Studios. Será empolgante

Confira o que esperar após o Ultimato e do futuro do MCU!

MCU (Universo compartilhado Marvel) é o maior e mais ousado projeto que Hollywood já viu. São 22 filmes interconectados com uma narrativa sem precedentes que abrangeu 11 anos e 11 franquias. Vingadores Ultimato está nos cinemas.

O elenco confirmado de Ultimato inclui Robert Downey Jr, Chris Evans, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Jeremy Renner, Mark Ruffalo, Paul Rudd, Don Cheadle, Tessa Thompson, Bradley Cooper, Brie Larson, Danai Gurira, Karen Gillan e Josh Brolin.

Dirigido pelos irmãos Joe e Anthony Russo e prometendo trazer o fim do Universo Cinematográfico Marvel como o conhecemos.

D23 | Marvel deve anunciar próximos filmes do MCU no evento

Wow, Avante Vingadores!!

Vingadores: Ultimato é o primeiro filme do MCU que não tem cena pós-créditos, mas o final da exibição carrega uma pista interessante sobre o futuro do universo cinematográfico da Marvel.

Os créditos terminam com o logo da Marvel e um som de obra (ou melhor, o som de Tony Stark trabalhando em sua armadura), sugerindo uma homenagem ao que passou e também que o estúdio está trabalhando nos próximos filmes. Segundo Kevin Feige, o Marvel Studiosjá tem planos para os próximos cinco anos, mas só vai anunciar seus próximos lançamentos depois de Homem-Aranha: Longe de Casa, o que deve acontecer durante a D23 deste ano, em agosto.

Além dos filmes, o MCU terá as séries do Disney+ e agora conta com o retorno dos personagens que estavam na Fox, incluindo Quarteto Fantástico, X-Men e Deadpool.

Que filmes vocês gostariam que fossem lançados?

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As 20 sagas mais influentes da Marvel

Wow, conheça os arcos que tiveram maior impacto na história do Universo Marvel. Um excelente guia de leitura!

Em 1982, surgia a minissérie “Torneio de Campeões”, a primeira grande saga do Universo Marvel a reunir personagens de diversos “mundos” editoriais. Com o tempo, essas sagas ficaram mais populares e constantes… e enquanto algumas são esquecíveis, outras ainda abrilhantam a memória dos fãs!

Aniquilação

Uma odisseia cósmica por excelência, Aniquilação se destaca por não perder tempo com personagens desnecessários e deslocados. Por estes, me refiro a heróis que nada adiantariam em uma escala galáctica. Portanto, se você espera ver o Homem-Aranha, Capitão América, Quarteto Fantástico e outros heróis desse naipe em Aniquilação, pode deixar suas esperanças de lado, pois eles estão muito ocupados lutando em uma certa Guerra Civil. Aqui, veremos somente os de fora da Terra, tanto heróis como vilões.

Na trama, vemos um ataque surpresa ao planeta Xandar, sede da Tropa Nova, pelo exército insectóide do Aniquilador, governante da Zona Negativa. A guerra ali iniciada, porém, se estende por diversos setores do universo, trazendo inúmeros personagens para dentro do conflito. Com isso, temos a divisão em sete revistas individuais: Prólogo (contando o início da guerra), Nova (focada em Richard Rider, o Nova original), Surfista Prateado, Super Skrull, Ronan, o Acusador, Aniquilação e Arautos de Galactus. Cada uma nos traz diferentes cenários de Aniquilação para, no fim, termos a união dos personagens em uma só narrativa.

Desafio Infinito

Provavelmente o melhor produto dos anos 90 para a Marvel ComicsDesafio Infinito é a saga que realmente colocou Thanos em destaque – por mais que o Titã Louco já tivesse sido apresentado há vários anos.

Magistralmente escrita por Jim Starlin, com desenhos brilhantes de George Pérez e Ron Lin, a saga ganhou uma reputação tão duradoura e impressionante que chegou a ser a fonte principal para a história de Vingadores: Guerra Infinita. Vale lembrar que é o primeiro capítulo de uma trilogia, precedendo Guerra Infinita e Cruzada Infinita.

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Mais: Como Thanos foi vencido nos quadrinhos

Dinastia M

Você já deve ter percebido que Brian Michael Bendis é outro roteirista muito importante da Marvel Comics em seus vários anos de publicação. O escritor começou trabalhando em títulos como o do Demolidor, e logo ganhou espaço entre os Vingadores, comandando a equipe por vários anos.

Dinastia M é uma continuação mais encorpada de seu trabalho em Vingadores: A Queda, e traz consequências grandes não apenas para os Heróis Mais Poderosos da Terra, mas também para os X-Men. O título envolve a Feiticeira Escarlate louca criando uma realidade alternativa… e dizimando a espécie mutante.

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Era do Apocalipse

Uma vez o Legião, filho do Professor X, voltou no tempo pra matar Magneto, antes que o Mestre do Magnetismo cometesse seus incontáveis crimes. Acontece que Charles Xavier se sacrifica no lugar de seu amigo, Legião deixa de existir – pois acabou matando o próprio pai – e toda a história é remodelada.

O lado bom foi que Magneto se conscientizou com o sacrifício do amigo. O lado ruim foi que Apocalipse sentiu a morte do poderoso mutante e adiantou seus planos em 10 anos, dominando o mundo e instaurando a pior ditadura mutante imaginável. Coube aos X-Men de Magneto enfrentar o Primeiro Mutante, enquanto Bishop voltava no tempo pra impedir que a Era do Apocalipse sequer começasse.

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Guerra Civil

O grande problema de boa parte das sagas ruins da Marvel nas HQs é justamente a inaptidão em mudar o status quo do universo ou de seus personagens. Se você parar para notar, todas as melhores sagas da editora são justamente as que trouxeram repercussões significativas. E esse é, sem a menor sombra de dúvidas, o caso da Guerra Civil.

Criada por Mark Millar e Steve McNiven, a série aborda o conflito ideológico entre os heróis a favor e contra a Lei do Registro dos Super-Humanos. O título fragmentou o Universo Marvel durante quase uma década, e deixou cicatrizes que ainda são visíveis hoje. É um destaque por abordar principalmente o lado pessoal e ideológico dos personagens.

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Guerra Kree-Skrull

Uma das mais icônicas sagas da Marvel, embora não tão conhecida pelo público hoje em dia, a Guerra Kree-Skrull apareceu nas revistas dos Vingadores #89-97, nos anos 1970. A obra traz diversas comparações com a vida real, como a caçada de espiões sovietes por Joseph McCarthy e começa quando o Capitão Marvel (Mar-Vell, não Carol Danvers) chega na Terra.

Logo o planeta é envolvido em um conflito entre as duas raças alienígenas, trazendo um número incrível de heróis da Marvel para o combate. Notavelmente, foi nessa saga que o Visão e a Feiticeira Escarlate se tornaram um par romântico.

Guerras Secretas (1984)

Torneio de Campeões pode ter sido a primeira, mas… As história responsável por inventar a estrutura das mega-sagas para a Marvel: as Guerras Secretas originais, que foram publicadas em 1984. O título era puramente comercial, e servia apenas para promover uma linha de brinquedos da Mattel, mas acabou se fortalecendo graças à sua história e suas reviravoltas.

Aqui, um ser celestial chamado Beyonder sequestra vários heróis e vilões e os traz para seu Mundo Bélico, uma arena de gladiadores do tamanho de um planeta. Lá, eles precisam lutar entre si para divertir seu captor. A história tem 12 edições, e acabou trazendo alguns efeitos bem curiosos, como o traje negro do Homem-Aranha e a Titânia.

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Guerras Secretas II (2015)

Em primeiro lugar, está uma das sagas mais arrebatadoras que a Casa das Ideias já produziu em toda sua história, e que foi finalizada há pouco mais de dois anos. As Guerras Secretas foram um evento colossal, produzido ao longo de anos pela maestria astuta de Jonathan Hickman – além da arte de Esad Ribic, que é de tirar o fôlego.

O roteirista conduziu a trama por vários anos através do título dos Vingadores e dos Novos Vingadores, e compôs um épico moderno onde o Doutor Destino criava seu próprio mundo com os destroços de vários universos destruídos, forçando os heróis a retornar para tentar restaurar o antigo status quo.

Infinito

Jonathan Hickman foi um dos melhores escritores – se não o melhor – que já tomou conta dos Vingadoresnos quadrinhos. Sua fase na equipe ajudou a mudar todo o papel dos heróis no universo, e além das revistas, ele também desenvolveu algumas sagas que complementavam sua narrativa, como é o caso de Infinito.

É impossível ler Infinito sem os títulos dos Vingadores e dos Novos Vingadores, mas isso está longe de ser um erro. Em vez disso, testemunhamos uma viagem épica no espaço, que envolve não apenas a presença desoladora de Thanos e sua Ordem Negra, mas também os Construtores e várias outras ameaças que põem a Terra em perigo.

Invasão Secreta

Durante uma ótima rodada criativa para Brian Michael Bendis, a Marvel conseguiu emplacar diversas fases e sagas boas. Uma delas foi justamente Invasão Secreta na qual os Vingadores descobrem que diversos skrulls conseguiram se disfarçar graças uma habilidade de metamorfose a ponto de até copiarem os heróis mais poderosos da Terra. Nesse plano de conquista suprema, meticulosamente calculado, temos eventos realmente impactantes além das escolhas mais viscerais já vistas em um evento da editora. Leitura recomendadíssima.

Vingadores: Invasão Secreta dos Skrulls ainda pode acontecer no MCU

Jovens Vingadores: A Cruzada das Crianças

Afinal, um dia, Dinastia M teria de ter suas consequências corrigidas, e melhor que uma Wanda louca, apenas uma Wanda procurando por redenção.

Wiccano é o problema da vez. “Filho” de Wanda e herdeiro de poderes similares, o Jovem Vingador acaba se descontrolando ao lutar com um grupo de criminosos. Isso atrai a atenção dos Vingadores, que morrem de medo que o herói acabe surtando que nem sua “mãe”. E eis que, para resolver esse problema, os Jovens Vingadores se juntam a Magneto e Mercúrio para encontrar a perdida Feiticeira Escarlate… e descobrem que ela está amnésica e prestes a se casar com o Dr. Destino.

Notando essa descoberta, tanto os X-Men quanto os Vingadores tentam impedir os jovens heróis de encontrar Wanda… e quando isso acontece, alguns até estão dispostos a matá-la. A saga trouxe de volta heróis como Wanda e Scott Lang, além do Rapaz de Ferro, que termina tudo pronto para assumir seu verdadeiro manto…

Vingadores 5: filme pode apresentar os Jovens Vingadores

Marvels

Uma verdadeira obra prima. Poderia falar isso só pelas pinturas hiper-realistas de Alex Ross. Confesso ser a minha predileta na lista.

A minissérie conquistou público e crítica ao retratar os grandes eventos do Universo Marvel do ponto de vista de um simples mortal, o fotógrafo Phil Sheldon.

O texto prima por revelar o impacto do surgimento das “maravilhas” num mundo crível, como os superseres afetam a vida de pessoas comuns, para o bem e para o mal, de forma contundente ou trágica.

Não é todo dia que se pode acompanhar um clássico eterno. Marvels permanece relevante e desafiadora após todos esses anos, independentemente de continuações menores ou reinterpretações equivocadas.

Para todos os amantes da nona arte e apreciadores de uma boa história que desejam sair da rotina e ter suas convicções viradas do avesso.

O Cerco

O Reinado Sombrio foi uma fase editorial que, como seu próprio nome diz, deixou a escuridão tomar conta da Marvel Comics. Tudo isso culminou em O Cerco, uma saga escrita por Brian Michael Bendis, no auge de seu trabalho para os Vingadores. A história centra-se em Norman Osborn tentado destruir Asgard de uma vez por todas.

Para isso, o magnata que assume o manto do Patriota de Ferro conta com a ajuda de Loki. Para impedir a queda definitiva do Reino Dourado, os Vingadores, os Jovens Vingadores e todos os outros heróis que haviam ficado clandestinos após a Guerra Civil unem suas forças, trazendo uma nova era heroica para a Terra.

Massacre Marvel

Quando Xavier desistiu de manter o diálogo com seu velho amigo, ele usou seus poderes telepáticos para desativar a mente de Magneto, deixando-o em um estado catatônico. Porém, durante o contato psíquico entre os dois, a essência mais maligna de Magneto foi transferida para o ego suprimido de Xavier, toda a raiva, a tristeza e o enorme desejo de vingança de Magneto entraram na consciência de Xavier; por sua vez, esta pequena parte elementar da psiquê de Magneto se misturou e se enraizou no lado negro da mente de Xavier onde sua frustração e raiva reprimida pela intolerância da humanidade com os mutantes estiveram suprimidas nos últimos 30 anos.

Esta agregação resultou em uma personalidade separada dentro de Xavier, o ser conhecido como Massacre, que se manteve apenas latente dentro do Professor X, até que suas frustrações aumentaram e ela ganhou forma própria. Um ser tão poderoso que precisou de literalmente todos os heróis que tiveram coragem de embarcar no confronto pra ser derrotado. X-Men, Vingadores e Quarteto Fantástico foram os principais astros e vítimas desta saga, conseguindo conter o Massacre, mas não sem muitos sacrifícios.

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PS: Massacre é tão sinistro que foi o chefão final do jogo Marvel VS Capcom.

Planeta Hulk e Hulk Contra o Mundo

Quando os Illuminati exilaram Hulk da Terra, eles certamente não esperavam que isso apenas o faria mais forte. Hulk Contra o Mundo é perfeitamente definido pelo seu título – o Gigante Esmeralda retorna para se vingar dos heróis que o tiraram do planeta contra sua vontade, uma saga repleta de porradaria que mostra a todos para não se meter com o Verdão.

Além disso, é uma bela conclusão para todo o desenvolvimento que o personagem teve em Sakaar (saga Planeta Hulk), planeta onde se tornou mais forte e conseguiu alguns aliados, após lutar como gladiador.

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Vingadores Eternamente

Ao mesmo tempo em que salvava os Vingadores das trevas em seu recém-relançado título mensal, Kurt Busiek (com o desenhista Carlos Pacheco) traçou uma minissérie que dobrava tempo e espaço, mostrando Kang, o Conquistador, combatendo sua versão mais velha, Immortus.

A única esperança de salvar o espaço-contínuo é reunir a equipe perfeita de Vingadores, sete heróis retirados de momentos específicos e realidades paralelas, reunidos em torno de Rick Jones, um “mascote” dos heróis que terminou se tornando igualmente importante. A arte de cair o queixo de Pacheco é o complemento perfeito para a narrativa elegante de Busiek, que mescla com perfeição emoção e espetáculo.

Vingadores vs. X-Men

Um dos títulos mais controversos do Universo Marvel nos últimos anos, Vingadores vs X-Men dividiu tanto os fãs quanto os personagens envolvidos nesse conflito de proporções arrasadoras. Basicamente, vemos as duas equipes de heróis lutando entre si para impedir ou trazer a Força Fênix para a Terra.

Há discordâncias entre quem está certo e quem está errado até hoje, e a saga conseguiu se sair muito bem por trazer uma série de conflitos divertidos, que instigavam a imaginação dos fãs. Além disso, foi um produto colaborativo, trazendo roteiristas como Brian Michael Bendis, Jonathan Hickman e Ed Brubaker, além de artistas como John Romita Jr. e Olivier Coipel.

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Vingadores: A Queda

Presencie o dia mais sombrio dos Vingadores!
O autor Brian Michael Bendis atualmente pode ser referência na Marvel, mas já houve um tempo onde ele era tão mal-visto pelo público que chegou a ser ameaçado de morte por alguns leitores. E o motivo? Em seu primeiro arco de histórias nos Vingadores, ele decidiu destruir a equipe de dentro para fora. Uma infindável série de eventos trágicos põem a equipe de joelhos. Mas qual dos muitos inimigos dos Vingadores poderia ter orquestrado um plano tão insidioso? Kang? Ultron? Conde Nefária?

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X-men: A saga da Fênix Negra

Até hoje, os X-Men sempre funcionaram como uma franquia independente dentro da própria Marvel. Eles frequentemente participam das sagas envolvendo outros heróis, mas suas histórias geralmente são mais independentes e sem tanta influência externa. Talvez seja justamente isso que torna a Saga da Fênix Negra uma obra de arte tão atemporal.

Com a trama centrada puramente nos Filhos do Átomo, vemos o grupo sendo aprisionado pelo Clube do Inferno, o que força a manifestação do lado sombrio da entidade que possui Jean Grey. O resultado é uma destruição catastrófica que vitima bilhões de vidas, e um confronto que leva ao sacrifício supremo de um super-herói para salvar a todos que ama.

X-Men: Fênix Negra ganha primeiro trailer completo. Confira!

X-men: O Cisma

A Guerra Civil dos mutantes! Mesmo com a raça mutante exibindo seus menores números de todos tempos, a humanidade se recusa a confiar nos Homo superior. Porém, quando um incidente internacional causado por um mutante acontece, o ódio racial contra eles atinge aterrorizantes novos patamares. Com os ex-rivais Ciclope e Wolverine tendo que reunir os cacos dos X-Men, heróis se enfrentarão, amizades serão rompidas e o cenário do Universo Marvel mudará para sempre.

Fique por dentro:

Menção honrosa I: Aranhaverso

Com a ambiciosa tarefa de “trazer para uma saga todos os Homens-Aranha existentes”, Spider-Verse tinha tudo para dar errado, especialmente considerando o histórico das sagas envolvendo realidades paralelas no Universo Marvel… entretanto, o resultado tem sido surpreendente e agradando muitos fãs do aracnídeo. Se estivéssemos mais uns meses à frente, essa poderia ter sido uma presença real na lista, uma vez que a saga ainda está em andamento.

Menção honrosa II:
Vingadores/Liga da Justiça

O encontro de personagens da Marvel e da DC era uma tradição nos anos 70, interrompida por disputas editoriais na década seguinte, e esticada à exaustão nos cansativos anos 90/começo dos 00. Mas o canto do cisne dos crossovers é também o melhor deles. Kurt Busiek escreveu e George Pérez desenhou o que pode ser descrito como um épico cinematográfico que, se um dia fosse levado às telas, seria a aventura mais espetacular de todos os tempos.

No papel, é quase isso. Busiek teceu uma trama em que Vingadores e Liga da Justiça existem em mundos paralelos, mas que terminam se misturando por maquinações do vilão Krona.

Ao longo de quatro edições, os heróis entram em conflito e depois veem seus mundos se misturarem, com as configurações mais impressionantes das duas equipes sendo criadas. É, ao mesmo tempo, uma grande história de ação e uma viagem no tempo pela histórias dos dois times, culminando com o momento em que o Superman empunha tanto o escudo do Capitão América quanto o martelo de Thor. Até o momento, a saga é o último encontro de heróis da Marvel e da DC.

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Marvel: 10 HQs imperdíveis escritas por Stan Lee

Wow, as maiores obras do Mestre!

Stan Lee se foi no final de 2018 aos 95 anos. Ele deixa uma calorosa amizade conosco, leitores ávidos de gibis. Excelsior!

Um pouco da história de Stan Lee

A primeira vez em que Stanley Lieber colocou os pés na sede da Timely Comics, ele tinha 17 anos e sonhava em escrever “o grande romance americano”. O rapaz era sobrinho do então gerente de circulação da editora, Robbie Solomon, e há pouco havia sido demitido de uma fábrica de calças. Solomon bateu à porta da sala 5×3 em que trabalhavam os desenhistas Jack Kirby (1917–1994) e Syd Shores (1916–1973) e o editor Joe Simon (1913–2011) e perguntou o que seu sobrinho poderia fazer para dar uma força. Era 1940 e o primeiro gibi do Capitão América, aquele em que o personagem soca Hitler logo na capa, já rodava nas gráficas.

Stanley começou a trabalhar na Timely como assistente. Ele revisava textos, esvaziava cinzeiros, varria o chão e irritava todo mundo tocando ocarina na redação. Alguns meses depois, ele ganhou confiança dos colegas para começar a escrever. A partir daí, tornou-se uma das peças mais criativas e estratégicas da empresa no diálogo com os leitores e em renovações que transformaram a Timely em Atlas e, por fim, em Marvel Comics.

Nos anos 1960, a indústria das histórias em quadrinhos estava em sua icônica “Era de Prata” — e também na pindaíba. A editora precisava fazer algo para interromper a curva descendente que as vendas faziam. A TV havia chegado à casa dos americanos junto dos valores conservadores da era Eisenhower, o que afastava a molecada das HQs desde a década anterior.

No entanto, Stanley, que já usava o pseudônimo Stan Lee, entendia de dificuldade financeira: pobretão vindo do bairro nova-iorquino do Brooklyn, ele logo tratou de colocar em circulação novos super-heróis — o tipo de narrativa que fez esse mercado tornar-se imenso durante a Segunda Guerra Mundial, na “Era Dourada”.

Ao lado de colegas como Kirby, Larry Lieber — irmão de Lee —, Steve Ditko (1927–2018) e Bill Everett (1917–1973), o roteirista criou personagens como Homem de FerroPantera NegraHomem-AranhaX-MenQuarteto FantásticoSurfista Prateado — o predileto dele — HulkThor e Demolidor.

Muitos deles traziam consigo as inquietações sociopolíticas da época. Em Homem de Ferro e Homem-Formiga, por exemplo, via-se o avanço da ciência com a corrida espacial durante a Guerra Fria; em X-Men, o debate sobre os direitos civis da população negra se refletia na discriminação sofrida por mutantes; em Pantera Negra, imaginava-se um país — Wakanda — em que não havia racismo e a liberdade o transformou em uma das maiores potências do planeta; em Homem-Aranha, a vida difícil na cidade grande encontrava algum alívio no alter-ego de Peter Parker; e, em Doutor Estranho, as viagens lisérgicas do movimento hippie encontraram um paralelo nas páginas do mago bigodudo.

Aí estão alguns dos motivos por que Stan Lee tornou-se um ícone. Ele resgatou os super-heróis dos anos 1940 e, em vez de colocá-los no plano da perfeição dos deuses e da moral patriota irretocável, como se via naquela década, Lee os humanizou com contradições e conflitos, guardadas as devidas proporções, realistas.

Confira algumas leituras imperdíveis assinadas por Stan Lee.

1. Homem-Aranha: Antologia


Se você quer conhecer as origens do Aracnídeo, aqui está a oportunidade. Esta edição em capa dura reúne as primeiras histórias do Cabeça de Teia assinadas por Stan Lee e Steve Ditko, em que Peter Parker é picado por uma aranha radioativa e, após o assassinato de Tio Ben, aprende que “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. O livro também traz outras histórias clássicas do Aranha, como a morte de Gwen Stacy, assinadas por outros nomes.

Páginas: 320

2. Surfista Prateado: Origens


“A origem do Surfista Prateado”, “Mefisto, o senhor do mal” e “Três divindades em conflito” são algumas das histórias protagonizadas pelo Surfista Prateado nos anos 1960 que se encontram neste volume. Com roteiros assinados por Lee e desenhos de John Buscema (1927–2002), a HQ resgata as primeiras aventuras com o personagem.

Editora: Salvat
Páginas: 216
Preço: R$ 42,90

3. Coleção Histórica Marvel: Os X-Men — Nº 1


Quando os X-Men consistiam no grupo de moleques Ciclope, Anjo, Fera — que ainda não era azul e peludo — e Homem de Gelo, o Professor Xavier apresentou ao grupo Jean Grey, que adotou o nome Garota Marvel. Esta edição, que hoje é item raro no Brasil, traz o primeiro contato dos leitores com a Sala do Perigo e o conflito dos X-Men com Magneto e a Irmandade dos Mutantes.

Editora: Panini
Páginas: 164
Preço: R$ 22,90

4. Marvel Origens: A Década de 1960


A chegada do Capitão América aos Vingadores, a fuga de Tony Stark de um sequestro que o inspira a tornar-se o Homem de Ferro e a explosão de raios gama que transforma o Dr. Bruce Banner no Hulk estão neste volume.

Editora: Salvat
Páginas: 208
Preço: R$ 36,90

Fatos históricos dos Anos 1960 através da criação de personagens da Marvel Comics

5. Surfista Prateado: Parábola


Nesta minissérie escrita por Lee, desenhada pelo francês Moebius (1938–2012) e lançada originalmente em 1988, o Surfista Prateado confronta Galactus, o devorador de mundos. O antagonista transforma a raça humana em seus seguidores e cabe ao Surfista impedir um massacre. Parábola é considerada um clássico cult da Marvel e mais um registro das incríveis capacidades de Lee e Moebius.

Editora: Panini Books
Páginas: 92
Preço: R$ 29

6. Pantera Negra


Sensação do Oscar deste ano, o Pantera Negra fez estreia em um gibi do Quarteto Fantástico em 1966. Em “O Pantera Negra!”, cujo enredo foi desenvolvido por Lee, o super-herói africano convida o Quarteto Fantástico a visitar Wakanda. A edição compila também outras histórias importantes.

Editora: Panini
Páginas: 200
Preço: R$ 36,90

7. Quarteto Fantástico: A Vinda de Galactus


A família mais adorada da Marvel tem várias de suas primeiras e mais importantes aventuras resgatadas neste volume, como parcerias com os Inumanos e o Surfista Prateado e um confronto épico com Galactus, para impedir a destruição da Terra.

Editora: Salvat
Páginas: 200
Preço: R$ 36,90

8. Demolidor


Outro volume da coleção Os Heróis Mais Poderosos da MarvelDemolidor traz a origem do Homem sem Medo, em que ele perde a visão após um acidente com uma substância radioativa e torna-se vigilante do bairro nova-iorquino de Hell’s Kitchen. O encadernado coleta histórias importantes assinadas por Frank Miller.

Editora: Salvat
Páginas: 204
Preço: R$ 36,90

9. Coleção Histórica Marvel: Thor — Nº 2


Com argumentos assinados por Lee, este quadrinho é item raro hoje em dia, mas quem se aventurar a procurar por ele, encontrará o icônico momento em que o médico Donald Blake encontra em uma caverna norueguesa o martelo que o transforma no Deus do Trovão.

Editora: Panini
Páginas: 164
Preço: R$ 22,90

10. Biblioteca Histórica Marvel: Os Vingadores — Nº 1


Outro título raro, a primeira edição de Biblioteca Histórica Marvel: Os Vingadores conta com os grandes momentos dos primórdios do grupo: a formação dele após uma conspiração de Loki, quando eles conhecem o príncipe submarino Namor e também a batalha contra o Fantasma do Espaço.

Editora: Panini
Páginas: 248
Preço de capa: R$ 53

Stan Lee, orgulhosamente, sempre foi convidado a participar das adaptações no cinema de suas criações:

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