Filmes e Séries

Poderosa Thor | Conheça a personagem de Natalie Portman

Wow, Jane Foster agora será versão feminina de Thor em Love and Thunder

Natalie Portman está oficialmente de volta ao Universo Cinematográfico Marvel, desta vez como uma versão feminina de Thor. Isso significa que ela vai interpretar outro personagem, diferente daquele que viveu em Thor e O Mundo Sombrio? Não! Desde 2014, Jane Foster assumiu, nos quadrinhos, a identidade de Thor.

Mas quem é essa personagem de Love and Thunder — quarto filme do herói que encerrará a Fase Quatro do MCU? Como ela se tornou Thor nas HQs? E como isso deve ser adaptado para as telonas? Vem com a gente.

Todo mundo já ouviu aquela velha máxima falada por Odin: “Quem segurar o martelo, será digno do poder de Thor”. Enquanto no UCM, somente Capitão América (Chris Evans) e Visão (Paul Bettany) conseguiram erguer Mjölnir; nas HQs, mais personagens foram considerados dignos do poder do Deus do Trovão, entre eles Surfista Prateado, Tempestade e, claro, Jane Foster.

Obviamente que para que Thor Odinson abrisse mão de seu martelo, ou o item teria que ser destruído (como ocorreu em Thor: Ragnarok), ou o herói deixaria de ser digno de seus próprios poderes (como aconteceu em seu primeiro filme, no qual foi banido de Asgard). No arco dos quadrinhos “Original Sin”, é o segundo caso que acontece, com personagem se tornando indigno.

THOR INDIGNO

Durante uma batalha contra Nick Fury (note que não estamos falando na versão heróica do personagem vivido por Samuel L. Jackson), Thor se torna indigno de levantar seu martelo — isso porque Fury sussurra para ele que a humanidade está melhor sem deuses, fazendo com que o herói passe a questionar se deuses devem ser adorados pelos humanos, e se ele mesmo quer ser um. Assim, ele deixa de ser Odinson, e se torna mais um asgardiano comum.

CHAMADA PELO MARTELO

Ao longo dos anos, a presença de Jane Foster nos quadrinhos se tornara menos marcante. Ela foi reintroduzida por Jason Aaron e Russell Dauterman nas páginas de “Thor: Deus do Trovão”, com uma reviravolta: Jane estava batalhando contra um câncer.

Enquanto parecia algo não para desenvolver sua personagem, mas para explorar o luto no protagonista, as coisas logo mudaram de figura e os quadrinistas fizeram com que Jane Foster assumisse como a nova Thor no arco “The Mighty Thor”.

E como isso aconteceu? Quando Thor se tornou indigno de Mjölnir, o martelo permaneceu sozinho, abandonado na Lua, de onde procurou Jane telepaticamente. A moça finalmente cedeu ao chamado e pediu a Heimdall que a levasse até o local onde o item estava. Chegando lá, Jane pegou Mjölnir, ganhando os poderes de Thor e transformando seu físico.

Como ela havia assistido ao Deus do Trovão usar seu martelo inúmeras vezes, a cientista lentamente aprendeu a usar o Mjölnir com a partir do exemplo anterior que tinha.

A BENÇÃO DE THOR

Até então, sabia-se da existência de uma versão feminina do herói, mas ninguém tinha consciência de quem era a misteriosa mulher. Durante uma missão, o Thor original alcançou Jane, sem saber sua identidade verdadeira, exigindo seu martelo de volta. Eventualmente, o ex-Deus do Trovão finalmente aceitou que o martelo tinha um novo dono e deu sua bênção a Jane, ainda sem saber quem era a moça. Ele também concedeu a Jane seu nome e, posteriormente, passou apenas a ser chamado de Odinson.

A INFLUÊNCIA DO CÂNCER

A única questão é que cada vez que Jane se transformava no Deus do Trovão, seu corpo mortal ficava mais fraco, já que a mudança retirava todas as toxinas do seu corpo, inclusive os medicamentos da quimioterapia, mas deixava para trás o câncer, que era parte do corpo dela.

Por um longo período, Jane foi Thor, se tornando um membro dos Vingadores, canalizando a tempestade com Mjölnir de maneira expressamente diferente do Odinson, terminando a Guerra entre Asgard e Shi’Ar, e derrotando o Mangog para salvar o universo.

Entretanto, ao se transformar em Thor com mais frequência, seu câncer acabou atingindo o estágio quatro. Jane foi informada pelo Doutor Estranho que se ela se tornasse o Deus uma última vez, morreria. Ele e vários amigos convenceram a moça a desistir de ser Thor por causa de sua saúde. Isso mudou, no entanto, quando Jane soube que a cidade de Asgardia estava em perigo nas mãos de Mangog.

Ela o derrotou, mas destruiu o Mjölnir e morreu no processo, dando um beijo de despedida em Odinson. Eventualmente, ele e Odin uniram forças para trazer Jane de volta à vida. Sem o martelo para transformá-la em Thor, Jane se focou na quimioterapia e convenceu Odinson a assumir a identidade de Thor e continuar lutando em nome dela. Hoje em dia, nas HQs, Odinson voltou a ser Thor e erguer o Mjölnir, enquanto Jane atua como uma Valquíria.

UMA THOR MULHER

Transformar Jane Foster em Thor nas HQs não só trouxe uma reviravolta para a personagem, tornando “Thor” um título mais do que um nome. Além de abordar importantes questões como empoderamento feminino, uma ateia se tornar uma deusa, uma mulher assumir o patriarcado de Asgard, e o fato de ela considerar seu próprio sofrimento e mortalidade dentro do contexto dos Dez Reinos.

Na estreia da personagem, Jason Aaron deixou claro “Esta não é uma She-Thor. Esta não é uma Lady Thor. Esta não é Thorita. Esta é THOR. Esta é a THOR do Universo Marvel, mas é diferente que qualquer Thor que já vimos antes”. Já o diretor de Ragnarok e Love and Thunder, Taika Waititi, já corroborou essa informação, deixando claro que Jane não é Thor mulher, ela se chama “Mighty Thor”.

UNIVERSO CINEMATOGRÁFICO

E nas telonas? Como esse arco pode ser introduzido? Da última vez que ouvimos falar de Jane, em Ragnarok, Thor (Chris Hemsworth) e ela haviam terminado e seguido cada um o seu caminho. A personagem voltou a dar as caras na sequência da viagem no tempo em Vingadores: Ultimato, com cenas deletadas de Natalie Portman em O Mundo Sombrio.

Caso o enredo da luta contra o câncer seja explorado no UCM, não vai ser difícil de introduzi-lo, já que de fato não sabemos o que ela anda fazendo desde Thor 2 ou como a encontraremos em Love and Thunder. O diretor Taika Waititi — que convenceu Portman a retornar ao papel — já deixou claro que o roteiro do filme é inspirado nas HQs “The Mighty Thor”.

Sem contar que, por enquanto, Thor segue digno de seu poder. Se ficar depressivo, beberrão e irresponsável com seu povo não foram o suficiente para impedir que ele usasse o martelo Mjölnir e o machado Stormbreaker, difícil imaginar outra situação que o faria se tornar indigno. Talvez ter deixado o reinado de Asgard nas mãos de Valkyrie (Tessa Thompson) para explorar o espaço com os Guardiões da Galáxia? Será que renunciar ao posto de rei e deus faria com que ele deixasse de ser Odinson, como aconteceu nas HQs?

Vale lembrar, ainda, que em Ragnarok, Thor descobriu que o poder estava em si e não no martelo. E em Ultimato, Steve Rogers usou o poder do Deus do Trovão sem que o mesmo tivesse que perder a habilidade de usá-lo. Nesse caso, o UCM abriu portas para que exista mais de um Thor ao mesmo tempo, e que cada um tenha a sua arma.

DOIS THOR?

Outro ponto importante é que o Mjölnir foi destruído em Ragnarok — aquele usado em Ultimato pertencia ao passado e foi desenvolvido a sua respectiva linha do tempo. Como, então, Jane vai erguê-lo? Ainda que seja improvável, o recurso da viagem no tempo pode ser usado novamente.

Entretanto, o próximo filme do Doutor Estranho, Multiverse of Madness, vai abordar o conceito de multiverso, abrindo muitas possibilidades. Ou seja, o Mjölnir pode vir de outra Terra, assim como a própria Jane talvez não seja a que conhecemos originalmente no UCM.

Outra opção é que Jane passe a usar a Stormbreaker (da qual Thor, ao se tornar indigno, também não pode empunhar), ou que exista outra arma mágica no universo Marvel. No entanto, considerando que Waititi deu a Portman o Mjölnir durante o painel da Marvel na San Diego Comic-Con, supomos que o martelo vai voltar a dar as caras nas telonas de alguma forma.

De qualquer forma, Tessa Thompson deu a entender que sua Valkyrie será Rei do Asgardianos, e que precisará de uma Rainha (ela já foi apresentada como a primeira personagem LGBTQ+ do UCM, mas até agora não foram deixados indícios claros disso nos filmes). Estaria ela sugerindo que Jane e Valkyrie desenvolverão um relacionamento?

E você, o que acha de tudo isso? Como Jane deve ser reapresentada no UCM? Thor: Love and Thunder tem estreia marcada para o dia 1 de maio de 2020.

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